Wednesday, July 18, 2007

Não tenho religião (?)

Resolvi escrever esse post porque ontém (17/07), durante a madrugada, fui adicionado a uma conversa no MSN por um contato, cuja existência eu desconhecia. Nessa conversa, fui sabatinado pelo fato de não possuir uma religião, por dois integrantes que se diziam "católicos praticantes". Tá aí, com minúcias, o que eu penso sobre o assunto.

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Pois é! Não tenho religião. Não acredito ou desacredito em Deus; apenas vivo sem me preocupar com isso.
Não sou católico, judeu, muçulmano. Não sou nada, e nem quero ser. Não preciso de um intermediário entre mim e Deus, se este existir. Reconheço a importância da instituição Igreja como um mecanismo controlador das massas, apenas isso. Não sigo suas recomendações. Sabendo-se que uma delas é proibir o uso da camisinha, acredito estar no caminho certo.

Se alguma das 4738 religiões (se forem mais ou menos, processem o Wikipedia) que existem estiver realmente certa, todas as outras estarão erradas. E, em tese, boa parte da população mundial irá pro inferno, seguindo este raciocínio. Escolher uma religião seria mais ou menos como jogar na loto; você aposta em uma e torce pra que tenha escolhido a certa, senão seus anos de pregação foram em vão.

Deus não interfere muito na minha vida. Tenho meus valores morais, tenho meu estilo de vida, tento ser correto, independente dele existir ou não. E não escrevo "dele" em letra maiúscula, porque isso é frescura.

Não paro pra discutir, brigar, guerrear com ninguém por causa dele. Se Deus existir mesmo, com certeza não vai achar muito legal nego se matando por sua causa. Certamente ele não aprovará isso. E não vai me mandar pro inferno apenas porque eu não rezo todo dia ou vou a missa aos sábados. Aposto com vocês isso.

Tento ser o mais correto possivel, independente dos 10 mandamentos. Acredito que essa seja a postura ideal. Acredito que procurar ser correto, sempre, seja mais importante que fazer merda constantemente e em seguida rezar 3 pais nossos, pra expiar os pecados.

Não me interesso e não dou valor nenhum a datas comemorativas relativas a santos. Pra mim, são apenas feriados sem valor, criados por humanos. São um dia como qualquer outro.

Cada cultura tem um Deus, e cada povo o representa da maneira que é mais conveniente. É tudo inventado, anyway. A história de Adão e Eva é uma bela fábula, que poderia ter sido narrada por Esopo. Deus criou o mundo em seis dias, ficou cansado e descansou no sétimo?

POR DEUS, ainda tem gente que acredita nisso?

Thursday, July 12, 2007

Pancadaria na televisão

[16:43:10] (6)...Mayara..: http://www.youtube.com/watch?v=Gu8WqFrnuUQ
[16:43:21] (6)...Mayara..: a porrada comia solta antigamente
[16:43:27] (6)...Mayara..: hj é mt menos porradaria


Ví uns 15 segundos do vídeo e pensei: "Ah, nego caindo na porrada de novo. Chato!" E fechei. Mas depois eu fiquei raciocinando: "Porra! Nego CAINDO NA PORRADA e eu fechei o vídeo? Tem alguma coisa errada aí".

Cheguei a conclusão que porrada na TV não choca mais. Primeiro, porque banalizou. No programa da Márcia, Ratinho, entre outras anomalias da televisão brasileira, o que não faltava era porrada. Lembro que nas primeiras vezes que vi as "atrações", achei tudo muito maneiro. "Caralho, nego caindo na porrada! Que foda! Vai rolar sangue". Mas nunca rolava. Curioso.

E aí entra o segundo motivo pelo qual porradaria na TV não me choca mais: o fato de 99% das brigas serem armadas. Na verdade, muitas vezes, não há como saber se é armado ou não. Porém, a partir do momento que você percebe que ninguém nunca sai ferido dessas merdas, você passa a desconfiar. Outrossim, desde o surgimento dos programas do João Kléber, passei a considerar que tudo na TV é armado. Fiquei paranóico.

Aliás, sobre esse negócio de armações na TV, o nível de incredulidade do telespectador chegou a um ponto em que nem quando a parada é séria dá pra acreditar. Há alguns anos (uns dois ou três, creio eu), um homem armado com um revólver invadiu AO VIVO o programa "Jogo da Vida" da Márcia Goldschmidt e apontou a arma pra ela e pro cantor Vaguinho - vocalista de um desses inúmeros grupos de pagode com nome ridículo por aí. O cara queria passar um recado pra ex-mulher, pelo programa. O Vaguinho simplesmente não acreditou que a parada era séria, e insistiu que era uma pegadinha. Só começou a acreditar que era pra valer um bom tempo depois, já que o maluco foi ficando cada vez mais nervoso. Facilmente poderia ter acontecido uma tragédia aí.

Isso acontece porque 90% do conteúdo de programas do tipo é de "falsa realidade", onde tudo é combinado previamente mas as pessoas simulam que é real. Não há credibilidade, o telespectador não é otário. Pelo menos não todos. Ok, quaaaaase todos.

Bom, é isso!
Muito obrigado pelos peixes e continuem salvando os golfinhos.