Já me disseram, uma vez, que meu blog tem poucos leitores, porque eu escrevo demais e meus textos são muito grandes. Mas nunca me incomodei com isso. Quem gostar de lê-lo, que o leia; quem não gostar, sinta-se a vontade para clicar em "voltar" e os punheteiros que vieram pelo Google têm mais é que se foder. Eu gosto de escrever bastante. Quer dizer, não gosto. Digo, gosto e não gosto. Eu não gosto de escrever com muita frequência, mas, quando eu escrevo, sente-se e tenha muita paciência para ler - e uma xícara de café na mão, para não dormir. Mas, enfim, não mudarei o foco do assunto.
Esses dias, conversando com o meu professor de Resistência dos Materiais, comentávamos sobre inovações tecnológicas e a forma de aprendizagem dos alunos. Enquanto nós falávamos dos benefícios que uma aula com computador e data show poderia nos oferecer no aprendizado, ele falava sobre os benefícios de uma aula com lousa e giz - alguém lembra disso?
Pois bem, é fato que o ser humano é vagabundo por natureza e cria de tudo para ajudar no seu comodismo e automatizar suas designações, é a Lei do Mínimo Esforço: pra que gastar mais energia do que a necessária para o metabolismo basal?
Com isso, são criados computadores, gadgets, métodos, algoritmos, enfim, tudo que torne as atividades mais fáceis e cômodas. Nas salas de aula, isso não é exceção. Antigamente, os professores tinham que sujar seu jaleco de giz. Em contrapartida, os alunos tinham que copiar a matéria à mão, no caderno, sem saber que depois ele poderá entrar no email da turma e baixar a aula em PDF. Além de ter que, pelo menos, copiar os trabalhos à mão, sem contar com o auxílio dos famosos CTRL+F e CTRL+C/CTRL+V e uma série de outras coisas.
E aí, eu te pergunto, será que todo essa tecnologia veio para contribuir? Antigamente, as pessoas tinham menos recursos do que nós temos hoje em dia e, no entanto, o rendimento delas era muito superior.
Nos dias de hoje, se você pega uma criança, aluna de 7ª série, com certeza, ela sabe onde baixar qualquer filme, música e série estadosunidense, além de digitar qualquer texto com uma certa velocidade usando dois dedos, enquanto há, não mais que, 10 anos, as pessoas tinham que fazer um demorado curso de datilografia naquelas máquinas de escrever chatas. Mas pede pra uma criança dessas realizar qualquer continha simples que envolva uma das quatro operações básicas da matemática. Pede pra ela escrever a palavra "intenção". Pede pra ela interpretar um texto.
As inovações tecnológicas são, sim, muito importantes e podem contribuir bastante com o nosso dia-a-dia. Mas não podemos nos tornar dependentes e, consequentemente, escravos delas.
Eu mesmo não espero que nossa realidade seja muito diferente da realidade retratada pelo filme Idiocracy. Quem não assistiu, assista. E vocês saberão do que eu estou falando.
Tuesday, May 25, 2010
Idiocracy
Postado por
Heitor
às
1:47 AM
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2 comments:
Por isso que meu professor de Materiais não dá aula em data show. E haja folha e caneta pra copiar tanta coisa.
Gostei. Muito.
Beijo, gatinho!
Te amo!
:)
Adorei o post.
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